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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
“Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo, atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto, linda.”
| — | Martha Medeiros. |
“Meu avô foi embora de casa quando minha mãe tinha 16 anos, minha avó esperou ele todos os dias do resto da sua vida. E mesmo depois de 30 anos, sabendo que ele estava casado com outra, ela ainda usava a aliança de casamento. E nos últimos dias de sua vida, ela pediu para vê-lo mas não deu tempo, ela morreu com esperança daquele homem voltar a ser apenas dela. Isso é amor, não é?”
| — | Amanda, 16 anos. - fake-l0ve |
“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão? Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram enquanto Mônica tomava um conhaque, no outro canto da cidade, como eles disseram. Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer, e conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer. Um carinha do cursinho do Eduardo que disse: “tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”. Festa estranha, com gente esquisita “eu não tô legal, não agüento mais birita…” E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais sobre o boyzinho que tentava impressionar. E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa “é quase duas, eu vou me ferrar”. Eduardo e Mônica trocaram telefone, depois telefonaram e decidiram se encontrar… O Eduardo sugeriu uma lanchonete, mas a Mônica queria ver o filme do Godard. Se encontraram então no parque da cidade, a Mônica de moto e o Eduardo de “camelo”. O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar, mas a menina tinha tinta no cabelo…Eduardo e Mônica eram nada parecidos, ela era de Leão e ele tinha dezesseis. Ela fazia Medicina e falava alemão, e ele ainda nas aulinhas de inglês. Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud e o Eduardo gostava de novela e jogava futebol-de-botão com seu avô. Ela falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação… E o Eduardo ainda tava no esquema escola, cinema, clube, televisão. E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente uma vontade de se ver, e os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia, como tinha de ser. Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato, e foram viajar, a Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar. Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar. E ela se formou no mesmo mês que ele passou no vestibular. E os dois comemoraram juntos e também brigaram juntos, muitas vezes depois.E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz. Construíram uma casa há uns dois anos atrás, mais ou menos quando os gêmeos vieram. Batalharam grana, seguraram legal a barra mais pesada que tiveram. Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília e a nossa amizade dá saudade no verão… Só que nessas férias não vão viajar, porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação. E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”
| — | Legião Urbana - Eduardo e Mônica |
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência! Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade! Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio! Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida… Isto é um princípio da natureza! Solidão não é um vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância! Solidão é muito mais do que isto! Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma!”
| — | Chico Buarque |
Faça uma lista de grandes amigos. Quem você mais via há dez anos atrás? Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais? Faça uma lista dos sonhos que tinha. Quantos você desistiu de sonhar? Quantos amores jurados pra sempre? Quantos você conseguiu preservar? Onde você ainda se reconhece? Na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora? Quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender? Quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber? Quantas mentiras você condenava? Quantas você teve que cometer? Quantos defeitos sanados com o tempo eram o melhor que havia em você? Quantas canções que você não cantava hoje assobia pra sobreviver? Quantas pessoas que você ama hoje amam você?”
| — | Oswaldo Montenegro. |
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Numa parte de minha vida,eu vi,que nós escolhemos a vida que queremos ter.Nós aceitamos quem amamos.Nós lutamos e sofremos por quem queremos.OS caminhos e as oportunidades são várias...tem caminhos tortuosos que nos geram oportunidades magníficas.Tem também caminhos simples,caminhos fáceis que nos dão oportunidades amargas,e desonrosas.Mas tudo podemos escolher,entre o bem e o mal,entre ser ou parecer.Caminhamos,choramos,sorrimos e no final nos divertimos com nossas histórias ilárias e estrondosas.No final,tudo fica divertido,ou confundido querendo ser explicado.Mas tudo se foi,para fazer você ser no hoje.Tudo virou história para dar lugar a um grande presente.Quanto ao que vamos viver,nos resta só arrepios de curiosidade ou medo,depende de quem vamos ser AGORA.
Fátima Louise
Fátima Louise
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